O Startup Dojo do mês de outubro de 2012 aconteceu novamente na Intacto. Com casa cheia – vários visitantes participaram desta edição, as discussões foram longe e desta vez conseguimos até mobilizar um #horaextra no Spicy.

O Startaê, grupo que desenvolve MVPs para startups, participou desta edição representado pelo Flávio Ludgero (olha essa palestra dele!) e pelo Renato Carvalho. O dojo deu sugestões de como o Startaê pode se aproximar da cena empreendedora e se tornar um parceiro em especial para os non-technical founders. Na mesma linha, participou da reunião um dojeiro das antigas que retorna aos encontros, o Ian Gallina. Ele, junto a sua sócia Jordana, apresentou a SparkLab. A SparkLab trabalha com design de serviços e busca contribuir para que startups resolvam sua dor em encontrar um bom problema para ser resolvido.
Tivemos também no nosso encontro a Elziane e a Karinne, psicólogas. Entusiastas de empreendedorismo e visitantes no encontro, elas comentaram que, por várias vezes, viram que os problemas das startups não estão em mercado ou aspectos técnicos, mas sim nos relacionamentos inteperssoais dentro dos times.
O primeiro grupo a falar foi o Kepplers. Infelizmente, com uma notícia triste: o projeto vai ser descontinuado (ou pelo menos colocado em stand by). Infelizmente nossos querido alienígenas Kepplers vão ter que esperar um pouco para poder passear pela Terra. O Fabrício Buzeto, “pai da ideia”, vai passar uma temporada no exterior e o restante do time preferiu não continuar sem ele.
De positivo, ficam os aprendizados de validação no segmento de games, talvez um dos mais peculiares de todo o empreendorismo digital.
Fica aqui a reflexão: será que side projects são o modelo ideal para o dojo? Até onde conseguimos ir além dos compromissos que nossos non-side projects já nos demandam?
O Ugla, segundo time a se apresentar, mostrou uma nova parceria com uma empresa carioca de venda de experiências em forma de caixas de presente. Já pensou em pular de pára-quedas ou dirigir uma Ferrari? Pois é, o Ugla vai te oferecer a possibilidade de dar este tipo de presente para alguém especial – e, antes do sonho acontecer, a pessoa recebe uma caixinha personalizada contando como vai ser a realização desta experiênica única.
O dojo gostou muito da nova abordagem e tomou o tempo de discussão do Ugla dando sugestões ao time de como chegar a um MVP enxuto e que consiga provar que há a real demanda por este tipo de produto/serviço. Nada de sair codando sem validação antes, ein?
Depois do Ugla, outra ilustre visita deste encontro foi o trip2gether, representado pelo Flávio Alves. Flávio falou bastante sobre a dinâmica de trabalho do trip2gether e sobre as dificuldades, diferentes, de uma startup que já foi investida.
Em seguida, foi a vez do SaveSpot contar suas evoluções desde o último encontro. Quem falou pelo time foi o Bruno Torquato. E aqui, mais reflexão: o time está pensando se realmente quer continuar tocando o projeto. Apesar da boa visitação e de “estar rodando”, o desafio de encontrar um modelo de monetização tem preocupado a equipe. Em breve mais novidades sobre o futuro deste time brilhante.
Dando continuidade às apresentações dos times, tivemos o Hungle representado pelo Lucas Lo Ami. O time calouro do dojo explicou seu conceito central – análise qualitativa de marcas nas redes sociais – e recebeu diversos feedbacks dos dojeiros sobre por onde iniciar seu projeto. As dicas passaram, especialmente, por fazer benchmark da concorrência.
Já no fim do dojo, as melhores notícias do dia vieram do Viaja.la. O Bruno Lima preparou uma apresentação das métricas colhidas no seu private beta e elas foram bem animadoras. Boas taxas de conversão, baixas taxas de rejeição e engajamento crescente. Um gargalo tem sido os parceiros para venda de passagens. O que era até então considerado simples – afinal, o negócio do Viaja.la é apenas repassar o lead e ser comissionado pelo parceiro – tem se mostrado complicado. Os parceiros estão deixando a desejar em aspectos comerciais e o Viaja.la está procurando uma maneira de contornar isso.
Os próximos passos do time são aumentar o engajamento – ou seja, aumentar a boca do funil. A primeira abordagem para isso será via redes sociais, talvez com algo semelhante a um feed de promoções de passagens aéreas.
Apesar das baixas, algo sempre triste para o grupo, o dojo continua firme na sua missão de aprendizado coletivo. Falhar, desde que rápido e levando experiências, é algo bom. Esse tempo de encontros ensinou também a pensar em nossas startups do ponto de vista humano. É o aspecto humano que nos faz enxergar cada usuário como uma pessoa, de carne e osso com vontades e necessidades. É o aspecto humano que nos faz olhar para nossos times e saber extrair o melhor de cada um. Já dizia o Eric Ries: “startup is a human institution designed to deliver a new product or service under conditions of extreme uncertainty”. Este “human” não está aí atoa.
Mês de novembro tem mais!
Bônus track: post com referências úteis de conteúdo para startupeiros














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